Hipocalcemia: tratamento emergencial

Na produção de leite, o desafio metabólico é um dos maiores, pois a quantidade de energia e de substrato utilizados é muito grande, além de variável conforme o nível produtivo desejado. Por isso, alguns pontos devem ser observados com cuidado. Um deles é o início da lactação, que traz questões que devem ser resolvidas para minimizar os custos e reduzir possíveis prejuízos.

Um dos problemas recorrentes no início da lactação é a hipocalcemia, relacionada a uma restrição deste elemento na dieta anterior ao parto, fazendo com que o animal possa mobilizar de maneira efetiva e constante as reservas presentes nos ossos, que são depósitos naturais de cálcio no organismo, através da ação de hormônios específicos.

Além disso, devido ao nível de produtividade e manejo nutricional das propriedades, a prevenção tem sido eficiente para reduzir a enfermidade. O problema apresenta necessidade de tratamento rápido e eficiente, pois a consequência máxima é o óbito do animal afetado, devido à falta de cálcio para contração muscular que tem como consequência a falência do diafragma e posterior morte por asfixia.

Em alguns casos, o animal pode ter dificuldade na manutenção dos níveis de cálcio e, assim, apresentar novo episódio de hipocalcemia em dias subsequentes. Para minimizar estes acontecimentos, podemos utilizar da via subcutânea após o reestabelecimento do animal, como forma de manter uma absorção de cálcio por um período mais prolongado, aumentando a eficácia e a manutenção do tratamento por um período maior, levando em consideração ainda a via endovenosa, uma vez que a velocidade da aplicação interfere diretamente sobre o resultado a ser obtido. Se a solução for administrada de maneira muito rápida, aumentaremos a perfusão renal e, consequentemente, a eliminação do mineral sem qualquer absorção ou utilização metabólica eficiente.

Outro ponto importante é a reposição dos níveis de energia do animal, visto que em quadros de hipocalcemia, ele apresenta um aporte energético substancial, comprometendo assim outros sistemas e órgãos. Desse modo, é necessária a reposição de glicose ou de seus derivados, para reestabelecimento da homeostase sistêmica.

Fonte: http://lebct.com.br/10c43

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